PROFETAS DOS NOSSOS VENTOS

REFLEXÃO DOMINICAL, XXIXIXMMXIX

Por Padre Belchior Magno Tchihopio 03/10/2019 - 05:22 hs


As famílias de hoje enriqueceram-se de uma pobreza que faz pena e a todos nos envergonha, uma pobreza que aparentemente dá satisfação mas posteriormente os resultados são desastrosos como vamos verificando quase todos os dias.

A família substituiu o lugar de Deus pelo mestre "dinheiro", este sim - a sua ausência é sentida em curto tempo, que haja tempo para trabalhar e fazer dinheiro e o tempo para Deus "é algo para se ver e se arranjar", a lógica é esta -  mais dinheiro menos Deus, até porque Deus é um assunto dos pobres e da pobreza material. A televisão subsitituiu os conselhos dos adultos e dos chefes de família, pois quando se vive bem cada compartimento da casa deve ter uma tela, isso é qué vida. "Ai dos que vivem tranquilos em Sião! Ai dos que se deitam em camas de marfim ou se esparramam em cima dos sofás, comendo cordeiros do rebanho, vitelos cevados em estábulos..." (Am 6, 1a. 4-7).
Os pobres são os profetas que precisamos escutar hoje, eles nos mostram que o sofrimento do irmão é uma realidade e não simplesmente assunto dos livros e das televisões, em cada pobre conseguimos ver o rosto de Jesus que sofre e carece de ajuda.

Ao legalismo judaico e as prescrições dos fariseus, Jesus opõem-se com a sua interpretação de lei, cujo jugo é a fonte da liberdade (Mt 11, 25-30).
Se escutarmos a voz dos pobres perceberemos que Deus nos manda fazer sempre o bem.
Que haja mais amor e um amor a transbordar e que haja mais perdão um perdão que chegue a curar as dores das feridas relacionais com Deus no comando e nos nossos corações.


CAMIHOMBO - LUBANGO